Passo a passo para finalizar a configuração da API de Conversões e transformar as automações em geradoras de leads rastreáveis — escrito para executar com a tela aberta do lado.
Auditamos o ManyChat da Elisa pela API oficial. O canal é muito bem usado em volume — e é exatamente por isso que vale o ajuste:
Hoje o ManyChat funciona como uma máquina de entregar links: a pessoa comenta, recebe o link, e a conversa acaba aí. Nenhum contato é coletado, nenhum dado volta para a Meta — então o algoritmo dos anúncios não aprende nada com as centenas de conversas que acontecem todo dia. É como ter uma loja cheia e não anotar o telefone de nenhum interessado.
A boa notícia: a estrutura já existe e o ajuste é pequeno. Com os passos deste guia, cada automação passa a gerar lead identificado — e a Meta passa a usar esses leads para encontrar mais gente parecida.
O formulário tem dois campos:
Cole os dois valores e clique em Habilitar.
Depois de habilitada, a integração envia dois eventos para a Meta — e eles só disparam em situações específicas:
| Evento | Quando dispara | Para que serve |
|---|---|---|
LeadSubmitted | Automaticamente, no momento em que uma automação coleta e-mail ou telefone (bloco de coleta de dados) | É o "virou lead". A Meta usa para otimizar campanhas de cadastro e criar públicos de quem se interessou de verdade |
Purchase | Quando alguém compra pelo Buy Button dentro do chat | Venda no chat (hoje não usado — fica para o futuro) |
LeadSubmitted nunca dispara — a integração fica ligada, mas muda nada. Por isso o Passo 3 é o coração deste guia.Boas práticas de coleta: um campo já basta (e-mail ou telefone — não precisa dos dois); peça o contato antes de entregar o material (é a "troca justa": material gratuito ↔ contato); quanto mais completo o dado, melhor a Meta reconhece a pessoa e mais barato fica o anúncio.
O modelo abaixo substitui o formato atual ("comentou → recebeu link"). São 2 blocos novos no meio do fluxo que já existe:
Como já funciona hoje — nada muda no gatilho.
Como já funciona hoje — o clique abre a conversa e cria o contato.
No editor do fluxo, adicione um bloco de pergunta / coleta de dados do usuário ("Collect user data" / "User Input") pedindo o e-mail, e salve a resposta no campo de sistema E-mail (não em campo personalizado).
Texto sugerido: "Me passa teu melhor e-mail que eu já te envio o material completo 👇"
É este bloco que dispara o LeadSubmitted. Salvar no campo de sistema é obrigatório — é dele que o evento lê o dado.
No mesmo fluxo, adicione uma Ação → Adicionar tag com o tema do conteúdo: ENARE, SIMULADO, CONCURSO, RESIDENCIA…
É o que permite depois responder "quantos leads de ENARE geramos este mês?" — hoje impossível.
O mesmo link de sempre, com o rastreio no final:
?utm_source=manychat&utm_medium=dm&utm_campaign=enare&utm_content=post-2026-07-30
Troque enare pelo tema e a data pela do post. Com isso a jornada aparece inteira no analytics e na plataforma de vendas.
Aplique o modelo só nos 3–5 fluxos do tema ativo (lançamento atual / ENARE / simulado) — são eles que recebem o tráfego. Fluxos antigos ficam como estão; todo fluxo novo já nasce no modelo.
Hoje existem 21 tags — 15 são lixo criado automaticamente e as temáticas se repetem com nomes diferentes. O acerto:
Regra daqui pra frente: tag é tema de interesse, sempre em caixa alta, sem data e sem variações.
Dos 374 fluxos, 220 se chamam "Sem Título" — impossível saber o que cada um faz sem abrir. O padrão para acabar com isso:
Não precisa renomear o passado inteiro: renomeie os fluxos que estão ativos agora e batize todo fluxo novo já no padrão.
Assim que o Passo 1 estiver habilitado e o primeiro fluxo com coleta estiver no ar, faça um teste real (comente no post, complete a conversa com um e-mail) e avise o Robson. Do nosso lado, em poucos minutos:
LeadSubmitted (é aí que o custo por lead começa a cair de verdade).Em vez de palavras genéricas ("EU QUERO"), usar a palavra do tema: ENARE, SIMULADO, GABARITO. A pessoa que comenta já se auto-segmenta, a tag entra sozinha e a medição por assunto nasce de graça.
Já existem 29 gatilhos de story ativos — o formato que mais gera resposta espontânea. Falta só o passo do e-mail no meio: story com enquete/pergunta → resposta → coleta → material.
3-5 questões de residência direto na DM, e o gabarito comentado chega por e-mail (coleta natural, sem parecer cadastro). Combina com o produto e gera lead altamente qualificado.
Quem deixou o e-mail entra numa mini-sequência: D+1 lembrete do material, D+3 conteúdo relacionado com link para a página (onde o pixel do site assume o rastreio). Aquece o lead sem esforço manual.
As lives já têm gatilho de comentário. Adicionar a coleta transforma cada live num evento de captação — e a tag da live vira público de remarketing no dia seguinte.
Do lado da Chalk: campanhas cujo anúncio abre direto a conversa com a automação. Com o LeadSubmitted rodando, a Meta passa a buscar quem completa a conversa — não quem só clica. É o próximo nível da conta.